De Matemática, linguagem, cérebro e pizza.

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Não sei ao certo se foi mesmo Galileo quem declarou a matemática como a língua escolhida por Deus para escrever o livro da natureza e do universo. Fato é, que esta concepção da matemática como uma  linguagem universal é uma visão poderosa e recorrente entre matemáticos e outros cientistas.

No entanto, matemática e linguagem parecem ser duas coisas bem diferentes, pelo menos do ponto de vista da atividade cerebral. Um estudo recente sugere que as regiões do cérebro ativas durante a análise de questões matemáticas, são diferentes daquelas regiões associadas com o processamento da linguagem verbal.  O estudo sugere também que em matemáticos profissionais, tanto as questões matemáticas complexas quanto questões elementares sobre a noção de número, são processadas  pelas mesmas regiões não-linguísticas do cérebro.  

foca

Matemáticos profissionais usando áreas não linguísticas do cérebro para processamento de questões matemáticas complexas

O que ainda parece não estar claro é se o treinamento em matemática avançada muda a forma em que processamos as coisas aritméticas mais simples ou se é o uso destas regiões para o processamento de coisas simples o que permite ao cérebro o processamento adequado de questões complexas.

Nessa mesma linha de entender como funciona o cérebro dos matemáticos, há alguns estudos que mostram que as áreas do cérebro associadas com as emoções e a reação à beleza, são ativadas também quando um matemático enxerga alguma formula especialmente elegante. Isto de fato não é surpresa para quem já chamou de sua linda à identidade de Euler, mas é bom difundir para que as pessoas parem de achar que a gente é louco quando fala que aquele ou tal resultado resultado é incrivelmente lindo. Seria legal saber se esta apreciação pela beleza matemática é causa ou consequência do treinamento matemático: somos bons de matemática porque conseguimos apreciar sua beleza ou passamos a apreciar sua beleza após aprender mais matemática?

Mas o que eu realmente queria de fato saber em relação ao cérebro dos matemáticos, é porque quando você junta um monte de pessoas com treinamento matemático avançado, é quase impossível fazer a conta da pizzaria ou do restaurante. Teorema de 250 páginas entende mas divisãozinha que é bom ninguém consegue… eis ai mais um mistério do cérebro dos matemáticos.

Falando em pizza, matemáticos, e linguagem, lembrei de uma noite em que fui comer pizza com alguns colegas (matemáticos e físicos colombianos) no Rio de Janeiro. Como estávamos em 9 pessoas pedimos uma pizza grande e pedimos ao garçom para cortar em 9 fatias. A figura a seguir apresenta um diagrama da pizza que recebemos:

<img class="alignnone size-full wp-image-84 aligncenter" src="https://baezdavidblog.files.wordpress.com/2016/11/pizza2.png?w=346&h=320″ alt=”pizza” width=”346″ height=”320″ srcset=”https://baezdavidblog.files.wordpress.com/2016/11/pizza2.png 346w, https://baezdavidblog.files.wordpress.com/2016/11/pizza2.png?w=150&h=139 150w, https://baezdavidblog.files.wordpress.com/2016/11/pizza2.png?w=300&h=277 300w” sizes=”(max-width: 346px) 100vw, 346px” />

 

Todos nos olhamos solenemente e concordamos em que o pizzaiolo tinha seguido adequadamente as instruções dadas e que seguramente teria um ótimo futuro em matemática. Como mínimo poderia se dedicar com sucesso à pesquisa sobre tesselações circulares com <a href="https://www.newscientist.com/article/dn28743-mathematicians-invent-new-way-to-slice-pizza-into-exotic-shapes/”>aplicações em fatiamento de pizza.

 

 

 


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Esta entrada fue publicada el Martes, Noviembre 15th, 2016 at 18:36 Bajo la categoria Sin categoría. Puedes seguir las respuestas a traves del RSS 2.0 feed. You can skip to the end and leave a response. Pinging is currently not allowed.

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No entanto, matemática e linguagem parecem ser duas coisas bem diferentes, pelo menos do ponto de vista da atividade cerebral. Um estudo recente sugere que as regiões do cérebro ativas durante a análise de questões matemáticas, são diferentes daquelas regiões associadas com o processamento da linguagem verbal.  O estudo sugere também que em matemáticos profissionais, tanto as questões matemáticas complexas quanto questões elementares sobre a noção de número, são processadas  pelas mesmas regiões não-linguísticas do cérebro.  

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O que ainda parece não estar claro é se o treinamento em matemática avançada muda a forma em que processamos as coisas aritméticas mais simples ou se é o uso destas regiões para o processamento de coisas simples o que permite ao cérebro o processamento adequado de questões complexas.

Nessa mesma linha de entender como funciona o cérebro dos matemáticos, há alguns estudos que mostram que as áreas do cérebro associadas com as emoções e a reação à beleza, são ativadas também quando um matemático enxerga alguma formula especialmente elegante. Isto de fato não é surpresa para quem já chamou de sua linda à identidade de Euler, mas é bom difundir para que as pessoas parem de achar que a gente é louco quando fala que aquele ou tal resultado resultado é incrivelmente lindo. Seria legal saber se esta apreciação pela beleza matemática é causa ou consequência do treinamento matemático: somos bons de matemática porque conseguimos apreciar sua beleza ou passamos a apreciar sua beleza após aprender mais matemática?

Mas o que eu realmente queria de fato saber em relação ao cérebro dos matemáticos, é porque quando você junta um monte de pessoas com treinamento matemático avançado, é quase impossível fazer a conta da pizzaria ou do restaurante. Teorema de 250 páginas entende mas divisãozinha que é bom ninguém consegue… eis ai mais um mistério do cérebro dos matemáticos.

Falando em pizza, matemáticos, e linguagem, lembrei de uma noite em que fui comer pizza com alguns colegas (matemáticos e físicos colombianos) no Rio de Janeiro. Como estávamos em 9 pessoas pedimos uma pizza grande e pedimos ao garçom para cortar em 9 fatias. A figura a seguir apresenta um diagrama da pizza que recebemos:

<img class="alignnone size-full wp-image-84 aligncenter" src="https://baezdavidblog.files.wordpress.com/2016/11/pizza2.png?w=346&h=320″ alt=”pizza” width=”346″ height=”320″ srcset=”https://baezdavidblog.files.wordpress.com/2016/11/pizza2.png 346w, https://baezdavidblog.files.wordpress.com/2016/11/pizza2.png?w=150&h=139 150w, https://baezdavidblog.files.wordpress.com/2016/11/pizza2.png?w=300&h=277 300w” sizes=”(max-width: 346px) 100vw, 346px” />

 

Todos nos olhamos solenemente e concordamos em que o pizzaiolo tinha seguido adequadamente as instruções dadas e que seguramente teria um ótimo futuro em matemática. Como mínimo poderia se dedicar com sucesso à pesquisa sobre tesselações circulares com <a href="https://www.newscientist.com/article/dn28743-mathematicians-invent-new-way-to-slice-pizza-into-exotic-shapes/”>aplicações em fatiamento de pizza.

 

 

 


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